Colunistas
Faltou cabeça e futebol para o Camaleão do Sul
por Manoel Façanha



A classificação do Galo Carijó diante do Gurupi-TO às quartas-de-final do Campeonato Brasileiro da Série D, ocorrida no último domingo, no estádio Florestão, foi menos sofrida do que o torcedor celeste imaginava. E não adianta o time tocantinense chutar o pau da barraca e acusar a arbitragem de tendenciosa a favor do time acreano. O árbitro não foi perfeito, errou para ambos os lados e, numa avaliação sem paixões, foram quatro penalidades durante o transcorrer da partida, não duas como árbitro chegou a assinalar, sendo que três foram a favor do bicampeão acreano e uma a favor do Camaleão do Sul.

Feito o registro do desempenho da arbitragem, quero deixar claro que o Gurupi-TO não mereceu em nenhum momento um resultado que o garantisse na próxima fase da Série D. O time nem de longe mostrou um futebol convincente para superar o Galo Carijó nas dependências do estádio Florestão. Foi um time medroso (optou pela proposta de jogar fechadinho e a espera de uma bola para garantir a classificação). E, prova disso, é o fato da equipe tocantinense ter chegado com perigo ao gol do goleiro atleticano Luiz Miller apenas duas vezes durante uma hora e meia de bola rolando. O próprio técnico Wladimir Araújo reconheceu que o time tocantinense não fez uma boa partida diante do Galo. E não fez mesmo! No entanto, o técnico do Gurupi-TO tentou dividir a responsabilidade da eliminação do Camaleão do Sul culpando o árbitro baiano Diego Pombo Lopez. Visão essa que discordo, pois o que faltou ao Camaleão do Sul foi jogar futebol.

Numa rápida análise do jogo posso afirmar ainda que o time tocantinense entrou em campo nervoso (oito cartões amarelos e dois vermelhos foram distribuídos aos seus atletas), errando muito, querendo ganhar na marra (pressão na arbitragem), não achando a cor da bola e pecando muito em oferecer espaços generosos ao veloz ataque celeste. O goleiro Welder Aurora, boa figura do Camaleão do Sul na partida, que o diga.

Por fim, não poderia fechar a coluna sem falar de dois episódios irritantes que ocorreram no domingo. O primeiro deles diz respeito à acusação do pagamento de propina ao árbitro para o mesmo facilitar a partida para o Atlético Acreano. Essa acusação, inclusive, está citada na súmula de jogo, onde o árbitro relata a acusação do atleta número 14 (Apodi) da equipe tocantinense. E a segunda, não menos grave, diz respeito à intervenção de um policial militar para a tomada de uma tesoura do massagista do Gurupi-TO, o senhor Matheus Alves Machado, isso durante um princípio de confusão entre jogadores do Camaleão e membros da comissão técnica do Galo Carijó. O episódio também foi registrado na súmula do jogo.

AS CURTINHAS

Um rojão lançado por um torcedor atleticano, esse identificado e levado à delegacia de polícia para prestar depoimento, na partida do domingo (30), pode complicar a vida do Galo Carijó na disputa da Série D.

O árbitro do jogo, o senhor Diego Pombo Lopez fez o relato do incidente na súmula da partida.

O departamento jurídico do Galo precisa ficar atento para a defesa, pois o fato foi isolado e o clube não pode ser penalizado pela ação irresponsável.

Um bom dia!

 
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