Colunistas
Vitrine
por Francisco Dandão



Vem aí mais uma Copa São Paulo de Futebol Junior. A tradicional competição em 2018 vai ser disputada por 128 equipes, no período de 2 a 25 de janeiro. Trata-se do mais antigo torneio do Brasil envolvendo atletas de divisões de base. Uma vitrine para os garotos candidatos a craque no futuro.

Nesta edição, o Acre vai ser representado pelo Rio Branco, campeão estadual da categoria. O Estrelão vai jogar, inicialmente, em São Bernardo, cidade coladinha na capital, São Paulo. Na primeira fase, os acreanos vão medir forças com o São Bernardo (SP), o Ceará (CE) e o São Caetano (SP).

Teoricamente, o Rio Branco é o time mais fraco do grupo. O time a ser batido. Aquele time que os adversários já contam os pontos antes de entrar em campo. Naturalmente, ninguém vai dizer isso. Nas entrevistas prevalece o discurso politicamente correto. O discurso do respeito etc. e tal.

Além de o Rio Branco ser um time de um Estado distante, com apenas uma equipe credenciada a disputar a série C, ainda conta para o raciocínio dos adversários o fato de que as equipes acreanas quase sempre são eliminadas ainda na primeira fase da Copinha. Então, é só somar dois e dois.

Naturalmente, é claro, futebol não se ganha antes do apito final. Cabe aos garotos do Rio Branco mostrarem dentro das quatro linhas que podem jogar tanta bola quanto qualquer outro de qualquer lugar. Afinal de contas, como eu ouvi um dia de um velho catedrático, são apenas onze contra onze.

Revolvendo o passado, aliás, eu lembro aqui, para quem não sabe (ou esqueceu) que o Acre já teve, inclusive, um jogador campeão desse torneio. Justamente o meia Dadão, em 1971, jogando pelo Fluminense do Rio de Janeiro. Chamado pelos cariocas de Eduardo, Dadão brilhou naquela época.

Sim, teve outro jogador acreano campeão da Copa São Paulo de Futebol Junior. Esse bem mais recentemente, em 2013. Outro meia atacante. Falo do Polaco, hoje gastando sua bola no Atlético Acreano. Polaco levantou a Copinha com a camisa do Santos, num time cheio de meninos virtuosos.

E teve também o goleiro Weverton, do Atlético Paranaense (dizem que ele vai para o Palmeiras) e da seleção olímpica do Brasil. O Weverton não foi campeão da Copinha, mas pegou tanto que despertou o interesse do Corinthians Paulista. Apareceu na vitrine e aproveitou as chances de brilhar.

Um detalhe: diferentemente do Dadão e do Polaco, o Weverton disputou a Copinha por um time do Acre mesmo. No caso, o Juventus, glorioso e falecido (ou não?) Clube da Águia. Três exemplos distintos de como jogadores saídos do Acre podem se dar bem nessa peleja. Podem sim!

 
© Copyright 2004 - 2018 / Todos os direitos reservados a Futebol do Norte