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Seguindo em frente
por Francisco Dandão



Duas das competições as quais o glorioso Atlético Acreano estava destinado a disputar em 2018 já foram para o espaço. Foram duas eliminações precoces. Na Copa do Brasil, o Galo só resistiu uma partida. Na Copa Verde foram dois duelos. Restam agora outros dois campeonatos.

A Copa do Brasil, que ainda está bem fresquinha na memória do torcedor, registrou um momento de intenso brilho do time do Acre. Jogando na Arena da Floresta contra o xará mineiro, o Atlético Acreano só não foi além porque os visitantes acharam um gol e arrancaram um empate.

Na Copa Verde, torneio que reúne times de todos os estados da região Norte do país, e que, por isso mesmo, seria “teoricamente” mais fácil, o Atlético foi desclassificado para o amapaense Santos. Uma vitória em casa. Uma derrota fora. Gols qualificados a favor do Santos e o apressado adeus.

Dos dois momentos (Atlético Mineiro e Santos) se podem tirar inúmeras lições para a sequência da temporada. Nem o Galo acreano era o melhor time do mundo quando empatou com o quase homônimo mineiro, nem se tornou o pior entre os piores ao ser desclassificado pelo Santos-AP.

Aliás, aqui pra nós, independentemente da relevância das competições que ficaram para trás, para efeito de projeção do futuro (calendário de 2019), os torneios nos quais o Atlético continua na parada (campeonato acreano e Campeonato Brasileiro da série C) provavelmente tenham maior importância.

O campeonato acreano importa até demais por ser o torneio que qualifica para receber o dinheiro que a Copa do Brasil destina só pela participação do clube (é uma grana boa para fazer pelo menos um joguinho que seja). E a Série C importa pela visibilidade e pelo calendário cheio.

Naturalmente, é lógico, o torcedor celeste não pode esperar que o Atlético jogue sempre naquele alto nível da partida contra o Atlético Mineiro. Mas, também pensando de forma lógica, não deve se preocupar tanto com o revés para o Santos. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Estudioso e perfeccionista, o técnico Álvaro Miguéis sabe que o diabo mora nos detalhes. E, com absoluta certeza, deve ter percebido direitinho onde foi que o Galo pecou e onde se saiu melhor nesses primeiros combates. Um time precisa de equilíbrio. A oscilação é, sim, mal que pode ser fatal!

Enfim, atleticanos do Acre, creiam: tudo está por vir. A série C pode ser a grande oportunidade de afirmação (ou não) do Galo acreano. Se o Atlético for mal, haverá quem coloque em xeque o aproveitamento dos meninos da base. Mas, se for bem, aí o horizonte se vestirá de profundo azul!

 
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