Colunistas
O próximo passo
por Francisco Dandão



No atual formato de disputa da Copa do Mundo de Futebol, são sete os adversários que precisam ser derrotados até o título. Sete passos, um após o outro, nos quais a seleção que almeja levantar a taça não pode descuidar um mísero instante que seja. Qualquer cochilo pode ser, sim, fatal.

O Brasil já deu os três primeiros passos na direção do hexacampeonato. Como a gente viu, não foi até aqui, necessariamente, um caminho dos mais floridos. Os adversários tem batido duro, principalmente no atacante Neymar, reconhecidamente a maior estrela da nossa seleção.

Naquele primeiro jogo, contra a Suíça, então, os caras baixaram o porrete com vontade no camisa 10 do Brasil. Muita gente diz que o Neymar cai demais e que simula uma enormidade. Mas poucos veem o quanto ele apanha. Muito mais do que surdo em dia de desfile de escola de samba.

A Suíça, no meu entender, combinou duas táticas para ter êxito no seu plano de empatar com o Brasil: a tática do relógio e a do cofre. Eles são famosos pela fabricação de relógios. E, assim, controlam o tempo como poucos. E eles também são mestres na arte de criar trancas e ferrolhos.

Sem falar (mas já falando) da ajuda providencial do sujeito que estava soprando o apito. Quem assistiu de perto àquele jogo garante que o referido indivíduo, na hora do gol irregular dos suíços, chegou a dizer “é nosso, manda pro centro”. Pode não ter dito, mas com certeza ele pensou isso!

Já contra a Costa Rica, a tática dos caras foi mais simples e inspirada (quem diria) num antigo time das lonjuras do Acre, comandado por um dublê de empreiteiro e “cientista político” chamado Martim Bruzugu. A tática é simples: um jogador no gol e onze na linha. Assim mesmo: um a mais.

Os costarriquenhos só não foram felizes porque esqueceram que um jogo de futebol, principalmente quando se trata de Copa do Mundo, não acaba mais aos noventa minutos. Se prepararam para jogar apenas o tempo certo. Não levaram em conta os acréscimos. E aí a vaca deles foi ao brejo.

O terceiro passo, contra a Sérvia, para mim foi o mais tranquilo de todos. É que os caras trouxeram um time de basquete. Pensaram que estavam nas Olimpíadas e se danaram a escalar “galalaus”. A ideia era vencer o Brasil com jogadas pelo alto. Não poderia dar certo. A bola gosta é de grama!

Agora o Brasil está às vésperas do próximo passo. O México é o inimigo da vez. Eles jogam de verde e adoram comer abacate com pimenta. Também são chegados a um bom tremor de terra. Às vezes jogam o fino, às vezes abrem as pernas. São fregueses. Mas não se pode confiar neles!

 
© Copyright 2004 - 2018 / Todos os direitos reservados a Futebol do Norte