Colunistas
Cronistas em destaque
por Francisco Dandão



Dois cronistas esportivos acreanos serão destaques na próxima revista da Federação de Futebol que neste momento se encontra em fase de impressão numa gráfica de São Paulo: Demóstenes Nascimento (o grande Dedé) e Paulo Roberto Araújo da Silva (o popular Gordo Maravilha).

A revista, que deverá circular até o final deste mês de dezembro, em todas as suas edições traz o perfil de um ou dois cronistas esportivos. Com isso, vai sendo construída uma história informal desse segmento profissional. Uma espécie de memorial de quem relata as coisas do futebol local.

Nas revistas anteriores já somam nove os cronistas que tiveram as suas histórias resgatadas. Casos de Zezinho Melo, Deise Leite, Dedeu Carvalho (repórter de Cruzeiro do Sul), Roberto Vaz, Raimundo Fernandes, Paulo Henrique, Alberto Casas, Manoel Façanha e Joaquim Ferreira.

Demóstenes Nascimento, que é natural da Terra dos Náuas, completou recentemente 31 anos de militância no jornalismo esportivo do Acre. Ele começou na Rádio Difusora Acreana como sonoplasta, em 1982. Cinco anos depois foi convidado pelo Campos Pereira para integrar a equipe de esportes.

A estreia do Dedé se deu justamente na decisão do campeonato acreano de 1987, o penúltimo da era do amadorismo, entre Juventus e Atlético. Não poderia ser uma estreia mais oportuna. Torcedor do Galo Azul, o cronista estreante viu o seu time levar pra casa o troféu da temporada.

O Paulo Roberto, por sua vez, cujo ingresso na crônica esportiva se deu em 1980, pode-se dizer que ele começou como garoto de recados. Fazia de tudo um pouco e não tinha remuneração. Um ano depois, porém, foi escalado para fazer reportagem de pista. E nunca mais largou o microfone.

“O jogo foi entre Independência e Atlético, valendo uma vaga para o Copão da Amazônia. Fiz pista para o Delmiro Xavier, que era meu ídolo entre os narradores da época. Ele gostou do meu trabalho e falou que daquele dia em diante eu o acompanharia em todas as transmissões”, disse Paulo.

Um detalhe que salta dos depoimentos dos dois cronistas é o orgulho de terem trabalhado em grandes templos do futebol brasileiro. Ambos destacam coberturas que realizaram no Maracanã. Demóstenes, em 1997, num Flamengo e Rio Branco. Paulo num Brasil e Argentina, em 1998.

É isso, meus caros e diletos leitores. Mais não digo (nem sob tortura!). Pra saber tudo sobre essas duas criaturas, vai ser preciso adquirir a revista. Lembrando que para isso não é necessário gastar nem um centavo. O “gibi” da Federação não é vendido. É só passar na sede da entidade e pegá-lo.

 


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