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Somos atleta, clube ou federação pequeno (a), não precisamos de um departamento de marketing, será?
por Oarlem Sena

Olá, amigos,
Mais uma vez é um grande estar com vocês neste nosso encontro semanal para falarmos de marketing esportivo, e hoje, vamos falar sobre um assunto de grande relevância para atletas clubes e federações, que se acham “muito pequenos”.

Para que possamos realizar o nosso trabalho dentro da empresa, se faz necessário contato diário com atletas, clubes e federações, e quase sempre, ouvimos uma resposta padrão, somos pequenos, não precisamos de um departamento de marketing!

Mas para não deixar nenhuma dúvida da necessidade de termos não só um departamento, bem como a utilização de suas ferramentas no esporte, vamos ao conceito de marketing esportivo. Consiste em todas as atividades designadas a atender às necessidades dos consumidores de esporte por meio de um processo de intercâmbio. Mullin, Hardy & Sutton (1996 apud CHATAIGNIER, 2004, p. 49), extraído do site www.marketingesportivo.com.

Fazendo uma ampla análise deste conceito, vemos que independente de ser um atleta ou clube amador, de ser uma federação que tenha uma menor representatividade, se faz necessário, não só a implementação de um departamento de marketing (mesmo que seja uma Euquipe) e não equipe, como buscarmos ações de intercâmbio, ou seja, buscar a interação contínua com os consumidores do esportes, que nada mais são do que o público que participa de forma direta e indireta de todas as atividades inerentes ao esporte, independentemente de qual seja ele, de onde é disputado, da quantidade de pessoas que estarão assistindo in loco, pois hoje com as redes sociais, nós estamos rompendo muitas fronteiras em termo de parcerias, de distâncias as quais se podem ser alcançadas simplesmente desapareceram, tudo isso deve estar preferencialmente descrito num plano de ações bem simplificado, para que possa ser executado sem nenhuma dificuldade.

O que posso relatar aos amigos não só das minhas experiências profissionais, principalmente no meu querido Voltaço (Volta Redonda Futebol Clube), onde atuei nas séries D e C, sendo Campeão da Série D em 2016 e da Copa Rio, de forma invicta, é que quando o clube inicia o processo de profissionalização do seu departamento de marketing, os benefícios são muito grandes, pois conseguimos não só aumentar a arrecadação do clube através da valorização dos parceiros patrocinadores que deixam de ser apenas uma logomarca, as vezes muito mal posicionada no uniforme do clube, para ser uma marca que traz valor agregado, por estar presente em ações de alto impacto no dia a dia do clube, nos treinos, nas entrevistas, nas viagens, através daquilo que eu chamo de dinamização da parceria, observem por exemplo, que os intervalos dos jogos são monótonos e temos as vezes 15 minutos ou até mais tempo para realizar a interação com torcedores, as ações de matchday (dia de jogo) são de suma importância para a consolidação do processo se intercâmbio com os aqueles que prestigiam, consomem o esporte. Miremo-nos em dois grandes exemplos de gestão de marketing e principalmente de branding (marca), o CSA que em 20116 estava subindo para a Série C do Campeonato Brasileiro, sendo vice campeão, ao ser derrotado pelo Volta Redonda no dia 06/10²016 no Raulino de Oliveira por 4 x 1, e em 2019 disputará a Série A, estando na elite do futebol nacional, fruto de um trabalho brilhante do presidente Rafael e sua diretoria, além do exemplo nortista que é o Atlético Acreano, hoje na série C do futebol nacional, buscando alçar voos ainda mais altos, resultado do grande trabalho do presidente Helisson, e sua competente diretoria.

Concluímos, que independentemente da posição em que se encontra o atleta, o clube ou a federação, se faz necessário um trabalho de marketing focado nos resultados que são maximizados com a valorização da marca, bem como com os resultados esportivo de curto e médio prazo. Fazer um projeto “pequeno” dá o mesmo trabalho de fazermos um projeto grandioso, lembrem-se disso.


Sobre o Autor: Oarlem Sena, tem 38 anos, é profissional de marketing, e começou no marketing esportivo numa passagem de muito sucesso no Volta Redonda FC, no Rio de Janeiro, natural de Manaus-Am, voltou para casa onde hoje, atua junto com Roberto Peggy na Strategic Marcas e Projetos, empresa especializada em marketing esportivo.

 


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