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A luta continua
por Francisco Dandão



Mais um fim de semana com jogos dos times do Acre nas Séries D e C do Brasileirão. Das três equipe acreanas envolvidas nessas competições, nenhuma venceu ainda. O Galvez perdeu as duas que jogou. O Rio Branco perdeu uma e empatou outra. E o Atlético perdeu uma e empatou duas.

Campeonato de “tiro curto” (apenas seis partidas na primeira fase), a série D praticamente não dá chances ao time que demora a encaixar o seu jogo. Nesse sentido, tanto o Galvez quanto o Rio Branco podem se despedir das suas participações se não lograrem êxito nos próximos compromissos.

Nenhum dos dois terá vida fácil. O jogo do Galvez, lá em Macapá, tem ares de vida ou morte também para o adversário. Da mesma forma que o time acreano, o amapaense Santos também perdeu as duas partidas que jogou. Só está na frente do Galvez porque tomou menos gols (quatro contra oito).

Até um empate será muito ruim para ambos. Equivaleria a uma morte de braços dados, uma vez que os outros times da chave, o Manaus e o Real Ariquemes, somam seis pontos nas duas rodadas disputadas. Então, por isso, como diz o filósofo, “vai feder a chifre queimado” no marco zero do mundo.

Na semana passada, quando o Galvez foi jogar em Manaus, eu dei a dica: ninguém da delegação deveria almoçar jaraqui, nem comer pimenta murupi. Fiquei sabendo que os jogadores não deram a mínima para a minha advertência. Deu no que deu. Agora o conselho é que se evite a Fazendinha.

A Fazendinha é uma praia a 16 Km de Macapá. Um espaço pra lá de aprazível, banhado pelo rio Amazonas, onde se come o melhor camarão de água doce do mundo. E, se o sujeito for chegado a uma loura gelada, lá pelas tantas pode se surpreender rodopiando ao som de um autêntico carimbó.

Quanto ao Rio Branco, o meu palpite é que o time da estrela rubra vai ter que lamber sabão para dobrar o roraimense São Raimundo. A equipe de Roraima, apesar de ter perdido para o Fast na estreia, fez valer o fator campo no seu segundo compromisso e sapecou uma goleada no Barcelona (RO).

Pelo visto até aqui, o São Raimundo tem um ataque poderoso. Sem contar o boato de que foram contratados artilheiros recém chegados da Venezuela, gente capaz de acertar um mosquito a cem metros de distância. O goleiro rubro Edivandro vai ter que entrar concentrado até a medula.

E por último, tem o Atlético, que pega o gaúcho São José, domingo, no Florestão. Com o empate no jogo anterior, contra o Boa Esporte, em Minas Gerais, o Galo acreano saiu da lanterna do grupo B da série C. Mas ainda precisa pontuar para ganhar posições. A hora pode ser agora. Pode sim!

 


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