Colunistas
O campeoníssimo Azeitona
por Francisco Dandão



Quem vê o jeitão tranquilo do representante comercial Alzerino Paiva, mais conhecido no meio do futebol pelo apelido de Azeitona, nem imagina o quanto de títulos ele já conquistou na vida. Eu mesmo, que vivo entrevistando antigos ídolos do esporte acreano, não tinha noção disso.

Só vim a descobrir na semana passada quando o encontrei por acaso numa farmácia do bairro do Bosque, em Rio Branco, na minha recente visita à capital acreana. Entabulamos uma conversa sobre os “antigamentes” e eis que, lá pelas tantas, ele começou a narrar as próprias conquistas.

Devo confessar que eu fiquei deveras surpreso. Eu sabia que o Azeitona havia vestido três camisas ao longo da sua carreira: Ponte Preta (infantil), Atlético (juvenil) e Amapá (time principal). Mas que ele havia levantando inúmeros troféus, isso eu juro que absolutamente não sabia.

Aliás, a bem da verdade, eu tinha conhecimento de que o Azeitona só não virou um desses craques consagrados do futebol acreano porque teve o azar de encontrar o técnico Té quando estava estourando a idade para jogar no time juvenil. É que o treinador não gostava muito de escalar promessas.

Antes do professor Té chegar para treinar o Atlético, o time celeste do segundo distrito de Rio Branco era dirigido pelo também professor Fuzarca. Este gostava do futebol do Azeitona e vivia chamando o lateral para compor o banco de reservas. Chegou até a levá-lo em algumas excursões ao interior.

Mas o certo é que o Azeitona foi posto de lado assim que o professor Fuzarca pediu o boné da direção técnica do Galo. E aí quem ganhou na festa foi o Amapá, onde o Azeitona jogou de 1976 a 1984. Levado para o Diabo Laranja pelo Toniquim, o Azeitona jamais teve a titularidade ameaçada.

Foi no dito Amapá, inclusive, que o Azeitona começou a sua coleção de títulos. Vejam só: tricampeão da divisão de acesso, tricampeão do torneio do Dia do Trabalho e pentacampeão do Torneio da Imprensa. “Só isso aí” já o obrigou a construir uma estante nova para exibir as taças e medalhas!

Mas o homem tinha fome de títulos. Depois do Amapá, disse-me ele, vieram mais dois “importantes” títulos futebolísticos: campeão municipal no Quinari, pelo Bangu do Darci Silva, e campeão num torneio na Colônia Souza Araújo (Leprosário), defendendo o Grêmio do João Aleijadinho.

E se alguém pensa que acabou, engana-se redondamente. Fora dos gramados o Azeitona ainda levantou os seguintes títulos: pentacampeão do carnaval pela Escola de Samba do Bairro 15, campeão também do carnaval pelo Juventus e heptacampeão de dominó na pelada do Bancrévea... É mole?

 


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