Colunistas
Nem tanto ao mar...
por Francisco Dandão



Nem tanto ao mar, nem tanto à terra... A seleção brasileira não é o melhor time do planeta quando goleia os hondurenhos da vida. Mas também não se pode dizer que não vale um cocô de gato sob o sol do hemisfério sul quando empata com os conterrâneos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

A reação da maioria dos analistas e torcedores tende sempre a ser passional. Quase ninguém leva em conta o que foi o jogo em si. O que todo mundo avaliou nesse jogo contra a Venezuela foi o resultado e o fato de que os atacantes do Brasil não conseguiram furar o bloqueio do adversário.

Do meu ponto de vista, eu acho que é preciso considerar tudo. No caso dessa Venezuela com a qual a nossa seleção empatou em zero a zero, na terça-feira passada, deve-se dar algum mérito para eles. Os caras foram muito competentes em fechar a casinha. Escalaram todos os onze na zaga!

Ir ao ataque foi, praticamente, uma ousadia proibida pelo técnico Dudamel. Tinha tanta gente na defesa que uma hora eu pensei que a seleção deles estava jogando com doze. Ferrolho brabo mesmo, daqueles que os zagueiros não tem o menor pudor de mandar a bola para os confins do Judas.

Aliás, pra falar a verdade, o ferrolho dos caras até que foi arrombado, sim senhor. Por três vezes o Brasil chegou às redes da Vinho Tinto (alusão à cor da camisa da seleção venezuelana). Mas aí entrou em cena o tal do VAR (Vídeo Assistent Referee, na sigla em inglês) para anular os gols brasileiros.

Sim, os atacantes brasileiros estavam em impedimento em duas das ocasiões... Questão de centímetros... O francês Michel Foucault deve ter exultado lá no seu escritório celestial (ou nos quintos do inferno, tanto faz). Foi ele quem inventou essa história de vigiar e punir, como faz esse VAR.

Mas então, como eu ia dizendo, os analistas já estão afirmando que a seleção não joga nada e que o senhor Adenor Leonardo Bachi (mais conhecido pela alcunha de Tite) deve ser defenestrado do cargo... Aí, pergunto eu: tira o Tite e põe quem no lugar dele? Põe quem, caras-pálidas?

Ou então, que se deixe o Tite desde que ele troque meia-dúzia dos convocados. Aí, pergunto eu de novo: faz uma limpa nos “pernas-de-pau” e chama quem? Qual é o supercraque que ficou fora da seleção. Só o Neymar. Mas esse tá de molho, por não conseguir ainda jogar só com uma perna.

Eu não acho que a seleção tenha jogado tão mal assim contra a Venezuela. Veja-se que o goleiro brasileiro nem suou. Dizem que ele sequer tomou banho após do jogo. É isso que eu penso. Mas posso mudar de ideia, viu? Se o Peru endurecer, aí eu posso dar a mão à palmatória. Deixa estar!

 


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