Colunistas
Janela fechada
por Francisco Dandão



Depois de meses de novela, finalmente não há mais possibilidade de Neymar deixar por esses dias o Paris Saint Germain. Uma vez fechada a janela de transferências do futebol europeu, ninguém mais pode mudar de clube. E assim, o sujeito tem que ficar onde está, apesar de querer “vazar”.

A transferência de Neymar envolvia altas cifras. Os franceses, embora dissessem que não se importavam com a saída do jogador, fizeram de tudo para dificultar qualquer tipo de transação. Pediram alto e não apareceu ninguém para bancar os elevados números, nem Barça, nem Real.

No calor dos acontecimentos, insuflada por alguns dirigentes, até a torcida do clube francês manifestou a sua insatisfação com o craque brasileiro. Foi um passo em falso. Agora que Neymar não pode mais ir, vai ter que voltar a aplaudi-lo. Ou então vaiá-lo a cada gol que ele marcar.

De vários pontos, das margens do rio Sena às beiradas de Versalhes, passando pelos Jardins de Luxemburgo ou pelo pico da Torre Eiffel, dentro de mais algum tempo, quando Neymar voltar a exibir a sua genialidade, quem o execrou um dia vai ter que venerá-lo. Com um gênio não se brinca.

Antes, porém, de tornar a jogar pelo time francês, Neymar vai vestir duas vezes a camisa da seleção brasileira, nos amistosos deste mês contra a Colômbia e o Peru. O primeiro vai ser em Miami, sexta-feira, num estádio chamado Hard Rock. O segundo, em Los Angeles, no Memorial Coliseum.

O detalhe insólito com respeito a esse jogo contra os colombianos é a previsão de um furacão que vai atingir a Flórida até o fim da semana. Digo “insólito” porque não sei de que lado esse furacão está. Furacão só é bom quando sopra a favor da gente, como o Jairzinho na Copa de 1970.

Se o furacão tiver sido convocado pelos colombianos, creio que ficará evidente que essa é a tentativa desesperada deles de parar o Neymar. Sim, porque até agora, apesar das tentativas, ninguém ainda foi capaz de tirá-lo de campo de forma definitiva. Até já o quebraram, mas ele sempre volta.

Aliás, não conseguindo fazê-lo abandonar a bola com as muitas porradas desferidas contra os seus metatarsos, um dia desses foi até escalada uma suposta “modelo” para tirá-lo de campo. Foi tabefe pra todo lado, mas ele se levantou e continua por aí lépido e fagueiro. Um emérito driblador!

Neymar é um craque fora de série. Imprescindível em qualquer time da galáxia. Se a seleção brasileira consegue vencer competições sem ele, fica mais forte ainda quando o dito cujo está em campo. E se fecham-lhe uma janela, tenham a certeza que ele, quando quiser, sai pela porta mesmo!

 


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