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Eleições no Galo
por Francisco Dandão



Na próxima sexta-feira (29), os sócios do Atlético Acreano tem a missão de eleger os dirigentes do clube para o triênio 2020-2022. Pelo que eu fiquei sabendo, duas chapas são candidatas ao pleito. Uma de situação, com o atual presidente, Elisson Azevedo, e a opositora com Ricardo Lopes.

Fundado em 1952, o Atlético é um dos times mais tradicionais do Acre em atividade. Os outros dois são o Independência e o Rio Branco. O quarto time que deveria entrar nesse grupo seria o Juventus. Mas este há algum tempo está fora das competições. Há quem garanta que o Juventus já era.

Embora não se possa dizer que o Atlético seja um papão de títulos (foram apenas quatro na era do amadorismo: 1952, 1953, 1968 e 1987; e outros quatro no profissionalismo: 1991, 2016, 2017 e 2019), é certo que na maioria das competições o time entra como um dos favoritos ao “caneco”.

Nos últimos tempos, então, excetuando-se a péssima campanha na Série C de 2019, o famoso Galo do 2º Distrito tem trazido com frequência muito orgulho para os seus torcedores. Com respeito a isso, ressalte-se os desempenhos na Série D de 2016, Série D de 2017 e Série C de 2018.

Eu acredito que o insucesso do time na Série C de 2019, quando o time venceu apenas duas das 18 partidas realizadas, se deveu à divisões internas entre os dirigentes do clube. É fato que tudo tende a dar errado quando os bastidores estão agitados. Creio ter sido o caso desse Galo ora rebaixado.

Convém se destacar, no que diz respeito à pouca quantidade de títulos, que não faltou esforço dos dirigentes, principalmente na época do amadorismo, para fazer o time ser campeão. Na segunda metade da década de 1970, foram inúmeros os bons jogadores que vestiram a camisa azul.

Teve um ano (acho que 1977), inclusive, que o então presidente Adauto Frota trouxe um “caminhão” de ótimos jogadores do Rio de Janeiro. Paulão, Guedes, Bené, Nirval, Vanginho, Pitico... E ainda juntaram grandes craques locais. Dadão, Zé Augusto, Tadeu... Infelizmente, não “deu liga”.

É de se lembrar, também, na história gloriosa do Galo, dirigentes que deram o sangue para tornar o time vencedor. Cito os que vou lembrando enquanto escrevo: o já mencionado Adauto Frota, Fernando Diógenes, Rivaldo Patriota, Walter Félix de Souza (este também treinador). Muitos!

Então, quando falo nessas coisas todas é só para lembrar a qualquer uma das chapas que vença o pleito desta sexta-feira a responsabilidade que vai recair sobre os ombros dos novos dirigentes. O Galo é azul como um céu de primavera. Não pode, portanto, deixar de alçar voos cada vez mais altos.

 


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