Colunistas
O melhor Juventus
por Francisco Dandão



Em meados da década de 1960, sabe-se lá por qual razão, vários meninos bons de bola estudavam numa escola da Av. Epaminondas Jácome, no centro de Rio Branco. A direção da escola, que se chamava Colégio dos Padres, então, justo por esse motivo, resolveu criar um time de futebol.

De junho de 1965 a janeiro de 1966, aquela equipe de garotos fez seis jogos no interior. Em Sena Madureira, venceu o Comercial (duas vezes) e a seleção por 3 a 2, 3 a 1 e 3 a 1. Em Boca do Acre, venceu a seleção local por 5 a 2. E em Xapuri, venceu duas vezes a seleção da cidade, ambas por 3 a 2.

Com tanto sucesso, surgiu a ideia de se fundar um time para disputar as competições oficiais que eram patrocinadas pela Federação Acreana de Desportos (FAD). E foi aí que surgiu o Atlético Clube Juventus, agregando os meninos do Colégio dos Padres com outros jogadores mais experientes.

Dentro das quatro linhas, o Juventus já nasceu grande. Tanto que foi campeão logo no ano de estreia (1966). E daquele primeiro momento até 1988, último ano do regime amador, o clube conquistou outros oito títulos estaduais. A saber: 1969, 1975, 1976, 1978, 1980, 1981, 1982 e 1984.

Quando foi implantado o regime profissional no futebol acreano, o Juventus, enquanto clube, entrou num lastimável processo de decadência que culminou com a retirada do time de campo. Mas ainda teve tempo de formar bons esquadrões e conquistar cinco títulos: 1989, 1990, 1995, 1996 e 2009.

Com todo esse currículo vencedor, não se pode duvidar que os dirigentes do Juventus (destaque para Elias Mansour, o maior de todos) sempre trataram de levar para o Clube da Águia os melhores jogadores, tanto entre os que jogavam no Acre quanto alguns oriundo de outros centros.

Então, por conta de toda essa história, um dia desses o maestro Zacarias Fernandes, eterno juventino, resolveu escalar o seu “Juventus de todos os tempos”. Time que formaria com: Tinoco; Mauro, Mustafa, Neórico e Antônio Maria: Emilson, Mariceudo e Dadão; Paulinho, Touca e Julião.

Aí, instado pelo Zacarias, outros adeptos entraram na “brincadeira” e trataram de escalar o seu melhor Juventus, misturando gerações. Outros adeptos, inclusive eu. Minha escalação: Pope; Mauro, Neórico, Paulão e Duda: Nostradamus, Mariceudo e Dadão; Nemetala, Touca e João Carneiro.

Como se pode observar, existe uma diferença de seis nomes entre a escalação do Zacarias e a minha. E essa diferença se acentua mais se for comparada com a escalação proposta depois pelo Tancremildo Maia. O que prova o número de craques que passou pelo Clube da Águia. Prova cabal!

 


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