Colunistas
Novas batalhas
por Francisco Dandão



Finalmente começa neste sábado (19) a Série D do Campeonato Brasileiro de Futebol Profissional. São 64 times que entram na briga para levar uma das quatro vagas do acesso à Série C de 2021. Tem time de todos os jeitos, maneiras e orçamentos, espalhados pelos imensos confins do país.

Como num jogo de futebol a gente sabe que nem tudo se resolve em campo, andei sabendo por aí que já existe time azeitando um tanto de armas menos, digamos, ortodoxas, menos convencionais, qual sejam, jogar bola, botar os adversários na roda e exercitar o divino direito de fazer muitos gols.

De acordo com esses murmúrios que sopraram nos meus ouvidos, como exemplo dessas armas pouco convencionais, determinados times do Centro-Oeste vão se aproveitar, principalmente, das queimadas que ora destroem o Pantanal. Nada como uma fogueira para assustar os adversários!

E os times do Norte, mais ou menos seguindo essa linha de raciocínio, a ideia é aproveitar a fumaça das queimadas. Nesse caso, eu não tenho certeza de que a tática vai dar resultado, levando em conta que setores do governo garantem que não existe fumaça e que tudo não passa de miragens.

As equipes do Sul, o que supostamente estariam pensando em aproveitar é o vento que de vez em quando costuma soprar lá dos lados da Patagônia. Ou então, dependendo da situação, chamar de volta aqueles gafanhotos que um dia desses tentaram cruzar a fronteira da Argentina.

No Sudeste, a tática vai ser a do distanciamento social. Nenhum jogador de time visitante poderá fazer tabelas com um companheiro a menos de dez metros de distância. As linhas entre defesas, meios de campo e ataques não podem se aproximar de jeito nenhum. Todo mundo deve ficar bem longe.

Já os times do Nordeste, aí a ideia vai ser obrigar a galera a jogar de máscara (para evitar risco de contágio do vírus maldito). Nesse caso, os times anfitriões podem trocar os onze jogadores no correr da partida, uma vez que a tal máscara tratará de impedir o reconhecimento dos atletas em campo.

Reconheço que não consigo prever qual dessas táticas poderá dar mais certo. Se todas funcionarem, isso significa que os times visitantes, ao saírem das suas regiões (o que não será o caso da primeira fase, onde os jogos são regionalizados), serão derrotados. Aí, o jeito é fazer muitos gols em casa.

Táticas e estratégias à parte, porém, o certo é que, como se diz no popular, “vai feder a chifre queimado”. De cada grupo de oito, na primeira fase, quatro ficam pelo caminho. Perder em casa é colocar o pescoço na guilhotina. O mando de campo tem que ser crucial em cada uma das batalhas!

 


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