Colunistas
Investigação
por Francisco Dandão



Não sei a quantas anda a investigação para explicar a intoxicação alimentar que mandou a delegação do Rio Branco para o hospital (eu ia dizer “estaleiro”, mas aí percebi que não seria uma boa metáfora) no fim da semana passada, no interior do Pará, antes do jogo contra o Bragantino.

Pra falar a verdade, eu não saberia dizer nem se tem alguém empenhado em descobrir os motivos daquela confusão (eu ia dizer “cagada”, mas aí percebi que seria uma metáfora, digamos, meio suja). Investigações sobre assuntos fecais acabam, no mais das vezes, escorrendo pelo esgoto.

Na minha cabeça, eu acho que esse é um mistério que vai ficar para as calendas gregas. Dizendo de outra forma, a solução vai ficar para alguma data distante, para um tempo que nunca haverá de chegar. Afinal de contas, o mal já foi feito e o Rio Branco deixou três pontos às margens do Rio Caeté.

Menos mal que o Bragantino já passou pelas terras acreanas e não há notícia de que alguma coisa de ruim aconteceu com os integrantes da sua delegação. O time paraense desembarcou nas terras de Plácido de Castro, Chico Mendes e outros e, segundo consta, foi tratado com toda a fidalguia.

E se deu tão bem o Bragantino na visita ao Acre que ainda saiu com um pontinho na bagagem. Livres de qualquer influência extra-campo que limitasse a sua capacidade física, os atletas do Bragantino desempenharam como puderam a sua missão e voltaram para casa com um ótimo empate.

Com esses quatro pontos ganhos nos dois confrontos contra o Rio Branco, o Bragantino chegou aos 17 e se isolou na ponta da tabela de classificação do Grupo 1 do Campeonato Brasileiro da Série D de 2020. Nesse momento, pode-se afirmar que observa os adversários pelo retrovisor.

Eu diria, a respeito disso, que a classificação do Bragantino à próxima fase está bem encaminhada. Da mesma forma que também está bem encaminhada a classificação do Galvez, que por ora é o vice-líder do grupo. O Fast e o Rio Branco, terceiro e quarto, parecem mais pra lá do que pra cá.

Naturalmente, se a gente analisar pelo lado frio da matemática, a rigor mesmo, os quatro da parte de baixo da tabela (Ji-Paraná, Independente, Vilhenense e Atlético) ainda respiram, naquela “vibe” de que “o jogo só acaba quando termina”. Mas a cada rodada a situação deles fica mais difícil.

É isso. No mais, só um conselho: por via das dúvidas, levando-se em conta que um raio pode sempre cair no mesmo lugar repetidas vezes (isso tá provado sim), seria interessante que a diretoria do Rio Branco contratasse alguém para “provar a comida” antes dos atletas comerem. Por nada, não.

 


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