Colunistas
Outros aniversários
por Francisco Dandão



Escrevi na crônica passada sobre a proximidade do aniversário de 70 anos do ex-volante Tadeu, amazonense de Parintins que migrou para o Acre em 1973 para defender as cores do Rio Branco, jogando depois, até encerrar a carreira, já na década de 1980, pelo Atlético Acreano e pelo Independência.

E então, depois de contar resumidamente a história esportiva do Tadeu, cujo aniversário se dá nesta segunda-feira (8), lembrei de outros dois monstros sagrados do futebol acreano do passado que também completam anos em março: José Augusto “Passada Larga”, dia 11, e Elísio, dia 27.

Nascido no ano de 1940, o “Passada Larga”, cujo apelido sinaliza para o estilo clássico dele dentro de campo, era um meia cerebral que vestiu as camisas de quatro times do futebol do Acre, entre os anos de 1956 e 1971: Rio Branco, Vasco da Gama, Grêmio Atlético Sampaio (GAS) e Andirá.

Nesses seus anos de bola, o “Passada Larga” foi campeão acreano nada menos do que em seis oportunidades: cinco pelo Rio Branco (1956, 1957, 1960, 1961 e 1962) e uma pelo GAS (1967). E talvez pudesse ter conquistado outros títulos se não tivesse machucado o joelho lá pelas tantas.

Pra variar, ele ainda exerceu a profissão de treinador, dirigindo por alguns anos da década de 1970 o Internacional (o famoso Saci do Ipase), o Vasco da Gama (1976 e 1977) e o Atlético. Pelo Galo Azul, clube onde resolveu pendurar a prancheta, “Passada Larga” conquistou o título de 1991.

Já o Elísio, um ponteiro esquerdo de velocidade e habilidade incomuns, nascido no ano de 1949, não fossem as suas breves passagens pelo Independência (time juvenil, em 1964) e Rio Branco (time principal, em 1965), se poderia dizer que toda a carreira dele foi construída no Juventus.

E foi dele o primeiro gol da história do Juventus, na vitória de 8 a 0 sobre um time chamado Botafogo, em 1966. Um jogo inaugural no qual o Juventus formou com Zé Augusto; Carlos Mendes, Pedro Louro, Júlio D’Anzicourt e Estevão; Carreon e Romeu; Elísio, Airton, Touca e Ernani.

Um incidente de percurso fez com que Elísio e a bola se divorciassem muito cedo. Aos 23 anos, ele estourou o joelho direito, jogando as partidas finais do campeonato de estadual de 1972, contra o Independência. Mesmo assim, entrando no sacrifício, ele ainda conseguiu jogar até o final de 1973.

É isso, meus caros amigos. O futebol acreano do passado teria sido menos espetacular sem a presença desses três jogadores citados nesta crônica. Quem teve a felicidade de vê-los em campo sabe do que é que eu estou falando. Craques no verdadeiro sentido da palavra. Vida longa a todos!

 

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