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Live
por Francisco Dandão



Participei de uma live na noite de quinta-feira (25), a convite do professor Franselmo George, um amapaense que tem se dedicado a pesquisar e divulgar as histórias do Copão da Amazônia, torneio que reunia times dos estados do Amapá, Rondônia, Acre e Roraima, no período de 1975 a 1990.

Como era um torneio de times amadores, o advento do profissionalismo no Acre, em 1989, fez com que o estado se ausentasse da competição antes do seu fim ser decretado. O Acre levou cinco títulos: três com o Rio Branco (1976, 1979 e 1984) e dois com o Juventus (1981 e 1982).

O estado que mais venceu o Copão da Amazônia foi o Amapá: sete vezes. O Macapá venceu em 1975, o Trem venceu em 1985, 1986, 1987, 1988 e 1990, e o Independente ganhou em 1989. Rondônia venceu três vezes (1977, 1978 e 1980). E Roraima venceu uma vez, em 1983, com o Baré.

Mas tudo isso está registrado na página que o Franselmo mantém na internet. É só digitar Copão da Amazônia no santo Google que aparecem as informações. Então, melhor do que falar mais sobre isso é dizer que na live de quinta-feira a figura central foi o ex-lateral e atual técnico Paulo Roberto.

O Paulo Roberto, que atuava pelo lado direito do campo, ganhou duas edições do Copão da Amazônia: a de 1979, vestindo a camisa do Rio Branco, e a de 1981, defendendo as cores do Juventus. E o primeiro desses títulos foi logo no primeiro ano dele como titular. Um feito, sem dúvida, excepcional.

Ressalte-se, para quem não conhece o referido personagem, que uma poliomielite, na infância, provocou uma atrofia no braço esquerdo dele. Por conta disso, não eram poucos os olhares de desconfiança a respeito da sua capacidade. Quando a bola rolava, porém, o que se via era um senhor craque.

Quem primeiro enxergou o potencial do Paulo Roberto foi o saudoso técnico Antônio Leó. Encarregado de fazer uma reformulação no elenco do Rio Branco, que havia perdido o título estadual de 1978 para o Juventus, Antônio Leó garantiu que na lateral-direita a solução estava em casa mesmo.

Leó estava coberto de razão. Tanto que o Estrelão venceu tudo o que disputou no ano de 1979, com um elenco cujos titulares eram: Illimani; Paulo Roberto, Chicão, Cleiber e Tião; Mário Sales, Mário Vieira e Adalberto; Eli, Nino e Irineu. A região amazônica se rendeu à bola redondinha desses caras.

Depois que pendurou as chuteiras (seus últimos chutes foram dados em 1988, pelo Juventus), Paulo Roberto virou técnico de futebol, começando nas divisões de base do Rio Branco. Alçado ao time profissional, continua até hoje na estrada, agora no Galvez. Um sujeito vencedor, com toda certeza!

 

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