Colunistas
Um cigano da bola
por Francisco Dandão



Pelo menos um jogador acreano, em atividade, pode ostentar o epíteto de “cigano da bola”. Falo do atacante Eduardo Amâncio Alves Lopes, veloz, exímio driblador e, no mais das vezes, goleador, que no mês de março recém findo foi contratado para exibir sua bola cheia no sétimo estado brasileiro.

Eduardo, que foi um dos principais personagens na campanha de acesso do Atlético Acreano à Série C, no ano de 2017, e que estava no paulista Ituano, clube pelo qual disputou a mesma competição em 2020, assinou com o cearense Floresta e já participa dos treinos no novo clube.

Além do Acre, São Paulo e Ceará, Eduardo já mostrou o seu futebol nos estados do Pará (Clube do Remo e Paragominas), Paraná (Operário Ferroviário), Maranhão (Moto Clube) e Amazonas (Nacional). Onde aparece uma boa proposta, o Eduardo, sem medo de ser feliz, trata de ir lá conferir.

Lembrando, já que eu citei nas linhas anteriores os times dos vários estados por onde o artilheiro passou, que Eduardo também defendeu as cores do RB Brasil, em São Paulo, e do Independência, Andirá, São Francisco (onde tudo começou, no ano de 2007) e Plácido de Castro, no Acre.

Levei um papo com ele no fim de semana passado, no formato de troca de mensagens em aplicativo da internet. E senti que ele está muito empolgado com o novo desafio de fazer o Floresta ascender de divisão no futebol brasileiro (o time vai disputar a Série C do Brasileirão 2021).

Aos 32 anos e garantindo que ainda vai ficar em campo muitas temporadas, Eduardo afirmou que já viveu grandes emoções no futebol. A maioria com relação a momentos de plena alegria, como os títulos, os gols e os acessos conquistados. Mas alguns momentos também de alguma tristeza.

Dos momentos de alegria ele citou o título estadual do Atlético de 2017, em cima do Rio Branco, com ele fazendo gol. E citou também o jogo do acesso do mesmo Atlético, da Série D para a C, igualmente em 2017. E no tocante à tristeza, ele citou a derrota por 2 a 1 para o Moto-MA, em 2016.

“A minha maior decepção no futebol foi perder a classificação para a Série C, em 2016, com o Atlético. Nós tínhamos empatado em 2 a 2 com o Moto, lá no Maranhão. Aí perdemos o jogo da volta, no Florestão, por 2 a 1. E o pior de tudo foi que eu ainda errei um pênalti”, lamentou o atacante.

Conforme foi dito lá no primeiro parágrafo, são sete estados até agora onde o Eduardo mostrou o seu talento. Mas, levando-se em conta que ele não tem prazo para pendurar as chuteiras, provavelmente o currículo dele ainda vai crescer. Que esse caso de amor com a bola seja infinito enquanto dure!

 

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