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Deu certo!
por Francisco Dandão



O Atlético Acreano não é mais o time de pior campanha na Série D de 2021. O glorioso Galo do segundo distrito de Rio Branco encerrou domingo passado (18 de julho), com a ótima vitória por 3 a 1 sobre o GAS-RR, um jejum que já durava mais de 20 jogos em torneios nacionais/regionais.

O time da camisa da cor do céu, é verdade, ainda está na última colocação do seu grupo, com quatro pontos ganhos (uma vitória, um empate e cinco derrotas). Mas, falando-se no conjunto dos concorrentes, já deixou para trás Murici-AL, Jaraguá-GO, Patrocinense-MG e Rio Branco-PR.

Eu havia dito na crônica passada que acreditava que os dias de surra no lombo e de infinita infelicidade do Atlético Acreano chegariam ao fim nesse jogo contra o GAS. E listava razões para apostar nessa previsão. Razões entre as quais o fato de que o adversário não era nenhuma Brastemp.

Dito e feito. Segundo os meus correspondentes, foi um Atlético diferente o que entrou em campo na rodada final do primeiro turno da Série D. Me disseram que foi um Galo desses com sangue nos olhos, crista alta e esporões afiados. Armas capazes de cortar até fio de cabelo dançando no ar.

Um Galo com tantas ganas de deixar as nuvens pesadas para trás que marcou o seu gol inaugural logo nos primeiros minutos. E com tanta firmeza nas suas ações que sequer sentiu o gol de empate dos visitantes ainda no primeiro tempo. Tanto não sentiu que foi à frente e marcou mais dois gols.

Sobre o que teria feito a água do Galo virar vinho como num passe de mágica, isso eu não tenho muita certeza. Mas creio que foi uma mistura dos três fatores que eu também disse na crônica anterior: treinos de campo em sessões corridas, consultas com parapsicólogos e viagens à Cruz Milagrosa.

Em condições normais, exaustivos ensaios em treinos de campo já são capazes de surtir um efeito legal. No caso do Atlético, porém, acho que a direção do clube quis se prevenir. Por isso, a contratação dos parapsicólogos (apenas psicólogos não bastariam, levando-se conta a questão sobrenatural).

Quanto a ida à Cruz Milagrosa, nada como uma boa dose de fé para ajudar os exercícios dos treinos e os profissionais da parapsicologia. A história do mundo está cheia de exemplos de montanhas removidas por homens de fé. Muito mais do que toneladas de dinamite ou retroescavadeiras.

A estratégia deu certo! Agora é só continuar nesse caminho. Sábado tem mais outro duelo entre o Atlético e o GAS. Agora vai ser em Roraima. Vale tudo, vale o que vier, vale o que quiser... E ao contrário da música do Tim Maia, tá valendo até dançar homem com homem e mulher com mulher!

 


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