Colunistas
Mamão com açúcar
por Francisco Dandão



Vem aí, a partir desta quinta-feira (7), mais uma rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022. Depois de oito compromissos no torneio, a gente pode dizer que a seleção brasileira “nada de braçadas”, num mar tão calmo que até parece uma “piscininha, amor!”

O Brasil simplesmente venceu todas as suas partidas. Jogando dentro ou fora de casa, pouco importa quem aparece pela frente. “É chuá”, como se diz no basquete quando um jogador encesta uma bola sem tocar no aro adversário. Até aqui, os “canarinhos” somaram 24 pontos em oito partidas.

Eu diria, usando uma metáfora de domínio popular, que essas eliminatórias estão sendo “mamão com açúcar” para a seleção brasileira. Não tá dando nem graça a gente cravar Brasil nos sites de apostas. Além do que, sendo “barbada”, o prêmio é tão pequeno que nem compensa apostar.

A próxima vítima, se é que as estrelas do nosso céu pátrio não vão me deixar mentir (ou castigar pela soberba), vai ser a Venezuela, desse Maduro (quase podre) que anda por lá deixando os supermercados desabastecidos e empurrando boa parte dos seus compatriotas para um tenebroso exílio.

A propósito, já que eu toquei no assunto, devo evidenciar que a Venezuela foi o meu primeiro destino internacional. Estive por lá no final de 2001 e fiquei hospedado num bairro chamado Sabana Grande. Fiz do referido bairro o porto seguro para as minhas idas e vindas ao interior.

Naquele momento, tanto Caracas, a capital, quanto as demais cidades que eu visitei, eram lindas e prósperas, cheias de turistas e com muita festa nas ruas. Mas já havia algo de insatisfação popular, com panelaços no início de cada noite contra o então todo poderoso ditador Hugo Rafael Chávez.

Os venezuelanos eram pessoas muito simpáticas e faziam amizade fácil com a gente. Lá pelas tantas, só de me verem observando um jogo de xadrez numa praça pública, logo perguntaram se eu sabia jogar e se queria entrar na brincadeira. Aceitei e venci todas as três partidas que eu joguei.

O detalhe insólito é que o meu adversário, tão logo encerrada a terceira partida, perguntou se eu queria, dali pra frente, apostar alguma coisa. Declinei no ato, entendendo que o sujeito havia facilitado para depois apostar e tomar os meus minguados dólares. Era uma isca. Com certeza era uma isca!

Mas, voltando ao que interessa, que é o jogo do Brasil contra a Venezuela (chamada por eles La Vino Tinto por conta da camisa cor de vinho), se eu pudesse encontrar aquele enxadrista que me desafiou para uma aposta em 2001, agora eu topava e ainda dava vantagem: Brasil na cabeça!

 


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