Colunistas
Estrelas
por Francisco Dandão



Todos os times de futebol elegem mascotes e/ou símbolos que os representem... Uma figurinha ou imagem que possa identificar a paixão do torcedor com a mística, com a tradição, com as glórias e com as cores do respectivo time. São, por assim dizer, as partes que representam um todo.

Quando se fala do tal mascote ou do tal símbolo, todos os que dominam a filigranas do esporte de pronto já identificam de qual time se está falando. E então, como exemplo, falar do urubu, do porco e da macaca é referir-se, respectivamente, ao Flamengo, ao Palmeiras e à Ponte Preta.

Mas existe um símbolo que contempla os sonhos de glórias de todos os times. Trata-se da figura de uma estrela. Qualquer título mais expressivo e eis que surge uma estrelinha na camisa do conquistador da hora. Se o time for daqueles vencedores, haja espaço para o nascer da constelação.

Em alguns times é a própria estrela, independente de conquistas, que os representa como símbolo. São os casos, falando especificamente da aldeia e se estendendo para a imensidão do país, do Rio Branco-AC e do Botafogo-RJ. O Rio Branco é Estrelão. Já o Botafogo é Estrela Solitária.

É fácil se entender os motivos pelos quais todos almejam as estrelas. Afinal de contas, são elas que brilham na abóbada celeste e iluminam as trevas quando não é noite de lua. E foi uma delas que, de acordo com a história religiosa, sinalizou o local do nascimento do Salvador da Pátria.

Essas considerações me rondaram o espaço entre as orelhas por conta da recente vitória do Botafogo-RJ sobre o chileno Colo-Colo, quarta-feira passada (1º de fevereiro), em jogo válido pela primeira fase da Copa Libertadores da América. Um jogo de intensidade dramática até o final.

Não que eu seja botafoguense. Nada disso. Mas a gente deve reconhecer o esforço e a vontade de vencer que caracterizam os atletas numa determinada disputa. Eu reconheço (ou tento) e, na minha modestíssima opinião, naquele dia o Botafogo se superou nesses quesitos.

Para completar o raciocínio neste texto, que bem poderia se chamar “tratado da altura das estrelas” (título de um livro que eu li há muitos anos), a televisão passou o jogo mostrando uma bandeira do Acre pendurada na arquibancada. E na parte amarela da bandeira, aquela “estrela” vermelha.

No que diz respeito ao Botafogo, que eu espero possa dar mais um pau nos chilenos na próxima semana, em Santiago, só não concordo é com o sobrenome, essa palavra “solitária” que acompanha a sua “estrela”. É que mesmo com intenso brilho, uma estrela solitária ilumina pouco. Né não?

 
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