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Paysandu já pagou mais de R$ 1,1 milhão em dívidas antigas
Bastidores
10.08.2017 - 18:54 - Pará

Em continuação ao processo que tem por objetivo quitar todos os débitos gerados em gestões passadas do clube, o Paysandu Sport Club, por intermédio das suas diretorias Financeira e Jurídica, já gastou R$ 1.120.000,00 de janeiro a agosto deste ano em dívidas trabalhistas e cíveis. Mensalmente, o clube paga a quantia de R$ 140 mil para cumprir seus compromissos com antigos credores.

Vice-presidente de Operações do clube, o advogado Alexandre Pires, que há menos de um mês ocupava o cargo de diretor Jurídico, reafirma o empenho da direção bicolor, a fim de estar sempre em dia com a Justiça. “Dói muito você ter que pagar todos os meses R$ 140 mil referentes a dívidas antigas, mas a gente sabe que é uma obrigação do clube, porque se a gente não conseguir pagar e sanar essas dívidas, nós corremos riscos de bloqueios. Corremos o risco de ter bens a leilão, então é uma obrigação do Paysandu e não tem como fugir disso”, explica.

Recentemente, o Paysandu quitou um débito com o ex-jogador Gilson Grazianoto, que passou pelo clube na década de 1990. Foram 24 parcelas de R$ 25 mil, totalizando R$ 600 mil. “São dívidas muito antigas, que já estão transitadas e julgadas, ou seja, não cabe mais recurso, então só cabe ao Paysandu se organizar e pagar para, quem sabe, daqui a três, quatro anos conseguir utilizar esses R$ 140 mil na montagem de um elenco, na construção de um novo patrimônio, no CT, em melhorias na Curuzu”, exemplifica Alexandre Pires.

De acordo com o vice-presidente de Operações, a organização financeira do clube começou em 2013. Quando Vandick Lima assumiu a presidência, houve uma reunião para tratar de processos antigos que já foram transitados e julgados. “Desde essa época isso se tornou uma das prioridades do Paysandu. Todos os meses, esse valor já está pré-agendado pelo financeiro. É uma prioridade, é um compromisso do clube com a Justiça do Trabalho e a Cível. Então, até meados de 2020, essa continua sendo uma das prioridades das diretorias Financeira e Jurídica do Paysandu”, prossegue o dirigente.

Os R$ 140 mil pagos por mês estavam divididos em R$ 60 mil para os ex-atletas Jobson e Arinelson; R$ 55 mil para o cumprimento de acordos na 6ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) e R$ 25 mil que eram pagos a Gilson Grazinoto, através da Justiça Comum Cível. Em novembro, o Paysandu vai quitar a dívida com Jobson. A partir de então, o clube vai continuar a pagar R$ 60 mil por mês, mas o valor será destinado somente a Arinelson, que vai receber essa quantia até maio de 2020. “Infelizmente, essa é a realidade. Faz falta? Faz, porque a gente poderia estar usando esses R$ 140 mil em outras coisas, mas é uma obrigação do clube pagar as suas dívidas”, finaliza Alexandre Pires.

Foto: Fernando Torres/Paysandu
Fonte: Assessoria/Paysandu
 
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