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Brasil é forte candidato na Copa do Mundo de Futebol Social
Bastidores
10.08.2017 - 19:04 - Giro pelo Mundo

A Seleção Brasileira de Futebol Social disputa em Oslo, na Noruega, a Copa do Mundo da modalidade, entre os dias 29 de agosto e 5 de setembro. O torneio chega à 15ª edição e as partidas são realizadas em uma quadra reduzida de gramado sintético, com três atletas na linha e um no gol, além de quatro reservas. Atual número um do ranking mundial, o Brasil busca o terceiro título, depois de ter sido campeão no Rio de Janeiro, em 2010, e em Poznan (POL), em 2013. Além da Copa, a Seleção é a atual campeã da Copa América, realizada neste ano.

Um dos atletas do elenco na competição é Igor Oliveira, de 19 anos. Nascido na capital paulista e selecionado pelo projeto Garotos do Bunge, de Osasco, o jovem revelou o sentimento de representar seu país e a importância do projeto. “Comecei a jogar com 10 anos, por influência da minha família. Nunca imaginei que vestiria uma camisa da Seleção Brasileira, mas a sensação foi uma das melhores da vida. Foi um sentimento de conquista. Acredito que o esporte tira muitos jovens das ruas e abre os olhos sobre a realidade que vivemos hoje”, ressaltou Igor.

O Brasil tem um bom histórico recente na competição internacional. Além dos títulos conquistados, o país marca presença entre as quatro melhores seleções do torneio desde 2009. Vice-campeã na última edição da Copa do Mundo de Futebol Social, em Glasgow (ESC), o Brasil foi terceiro colocado em três oportunidades, 2009 (Milão), 2011 (Paris) e 2012 (Cidade do México), e quarto colocado em 2014 (Santiago) e 2015 (Amsterdã).

As regras do futebol social são diferentes e o fair play é um dos princípios da modalidade. O time vencedor ganha três pontos no campeonato, o perdedor, zero. Em caso de empate, disputa alternada de pênaltis, com dois pontos para o vencedor e um para o time que perder. São dois tempos de sete minutos, com intervalo de um minuto. Os goleiros não podem sair da área, marcar gols, ou fazer cera. Os jogadores de linha também não estão permitidos a invadir a área dos goleiros, sob a pena de um pênalti do time adversário. O fair play é incentivado nos torneios, e um troféu exclusivo é destinado ao time que demonstrar e jogar com o espírito genuíno do futebol. Pelo menos um jogador deve ficar no campo oposto, ou seja, três atacam e dois defendem. Uma falta será marcada contra o time que ficar totalmente em seu lado.

Os oito jogadores selecionados para competir pelo Brasil na HWC passaram por diversas seletivas realizadas pelos projetos parceiros da ONG Futebol Social. Igor é o atleta paulistano na competição. Mickael Batista, de 19 anos, representa a Capital Federal. Felipe Pinho, 17 anos, é de Sorocaba (SP). Dois atletas são da Baixada Santista: Andreza Guedes, de 19 anos, e o goleiro Leonel da Silva, de 17 anos. Completam a Seleção três cariocas: Juliana Conceição, de 17 anos, Leonardo Conceição e Murilo dos Santos, ambos de 21 anos.

O Futebol Social promove um movimento que conecta jovens e comunidades carentes de todo o País, tendo como objetivo principal integrar, motivar e fortalecer seus participantes. Fazem parte projetos sociais e comunitários atuantes em periferias, comunidades ribeirinhas e quilombolas, entre outros grupos e regiões socialmente excluídos. Participam jovens de 16 a 21 anos, que vivem em situação precária de moradia (ou sem moradia), sob risco social e sem condições plenas de desenvolvimento. Desde 2004, o projeto já atendeu mais de 20 mil jovens e um dos resultados do projeto é a formação das Seleções Brasileiras masculina e feminina que jogam o Campeonato Mundial de Futebol Social e outros eventos internacionais.

Foto: Divulgação
Fonte: GazetaEsportiva.Net
 
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