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Manoel Ribeiro prometeu projetos inovadores, mas não saíram do papel
Remo
12.09.2017 - 11:42 - Pará

Assim como o Brasil, o Clube do Remo vive em um mundo de incertezas e desilusões após más administrações dentro e fora de campo. Se no nosso país, a lava jato vem “limpando” a política brasileira, na administração azul-marinho, por enquanto, ninguém se mexe para investigar o que há de errado por quase uma década. Ou melhor, até que a torcida inflama uma possível investigação, porém, tímida através de protestos, fato que ocorreu na semana passada, em frente à sede social do clube.

Como todo político que se prese para alcançar o voto e em consequência, a vitória nas urnas, o principal nome da “Chapa 10”, Manoel Ribeiro, tendo como vice Ricardo Ribeiro, prometeram projetos inovadores nas eleições, entretanto, estes não saíram do papel. Por conta de tudo dá errado no primeiro ano de mandato (Ribeiro segue no comando até 2018), ele vem sofrendo pressão pela renuncia já; uma espécie de “Fora Temer”! Pela população azulina.

Por um lado neste turbilhão, o cartola ainda não se manifestou se abdica ou segue na cadeira de mandatário do Remo. Pelo oposto, o diretor de futebol, Marco Antônio Pina, já pronunciou a sua saída do cargo para 2018, dentre outros da diretoria que tiveram a hombridade da demissão. Além de problemas dentro das quatro linhas, outros percalços aconteceram como de praxes fora de campo, envolvendo direto a diretoria. Foram os novos casos na justiça do trabalho, salários atrasados e o não pagamento da energia elétrica com a empresa fornecedora no Pará.

E para piorar o quadro, o clube, a partir de agora, não sobreviverá mais das rendas dos jogos (sua principal), pois está eliminado da Série C e só retorna às atividades em janeiro de 2018, no Campeonato Paraense. Com a eliminação precoce no nacional e os patrocínios bloqueados visando ao pagamento de dívidas trabalhistas antigas, o ganho passar a ser dos amistosos pelo interior do estado com o Sub-20; com a pouca arrecadação com o sócio-torcedor, e de quebra, para amenizar um pouco as dívidas, empréstimos poderão ser feitos; tudo isso para honrar os compromissos com o elenco profissional na questão salarial, dentre outros.

O Futebolista relembra agora de alguns projetos de campanha que visavam ao futebol profissional do Leão, contudo, até agora à deriva...

Acesso

Um dos pontos principais (o primeiro da lista) era o acesso à Série B de 2018. Com uma montagem péssima de elenco, os azulinos novamente fracassaram no nacional. Após várias rodadas dentro do G4 (zona de classificação ao mata-mata), mesmo que não merecendo pelo futebol pífio apresentado dentro de campo, no fim, a realidade veio à tona: com duas derrotas seguidas, nas duas últimas rodadas, o Remo ficou em 7º com 22 pontos; a pior posição já alcançada pelo time na Série C.

Reconquistar o Parazão

Outra promessa feita e novo fiasco. Por sua vez, este por sinal, foi o segundo tombo dos azulinos em 2017 (o primeiro foi a eliminação diante do Brusque-SC com derrota por 2 a 1, ainda na 1ª Fase da Copa do Brasil). A reconquista do Estadual também era necessária em sua visão, pois em 2014 e 2015, o Remo havia levado a taça para casa. Então, 2017, seria retornar ao topo do Parazão. Até que nesta competição, os jogadores mostraram bom desempenho na fase de classificação sendo líderes do grupo A2 com 25 pontos: sete vitórias, quatro empates e uma derrota.

Todavia, na fase mais importante, os remistas sucumbiram. Chegaram à grande final, mas deixaram escapar o troféu perdendo para o grande rival, Paysandu: empate no jogo de ida em 1 a 1 e 2 a 1 na segunda partida.

Reabrir o Estádio Baenão

Em nove meses de comando até agora, Manoel Ribeiro, nem deu início ao projeto de reconstruir o centenário Estádio Evandro Almeida, a casa azulina, após antigos presidentes tentarem fazer do Baenão uma arena moderna, porém, não deram conta do “recado”. A praça esportiva vem recebendo uma obra, porém, quem está administrando este projeto é a própria torcida.

Sim, eles cansaram de esperar e os líderes da causa (alguns torcedores) convocaram o resto da galera para aderirem à ideia de fazer o Baenão retornar a receber jogos do time, já para o Campeonato Paraense de 2018.

Sócio-Torcedor

Atualmente, uma das grandes pilastras dos clubes para obter uma boa finança e manter um futebol profissional em alto nível, é formar um sócio-torcedor. Todavia, no Remo, isso parece ser mais um apetrecho dentro das propostas implementadas por Manoel Ribeiro ao longo da campanha às vésperas da eleição no clube, em dezembro de 2016. No transcorrer do mandato não se viu um Marketing forte para expandir a marca. Existe o sócio-torcedor, no entanto, é às escuras e o lucro é um bom número de inadimplentes, o que é pior para os cofres do Leão.

Foto: Agência Pará
Fonte: O Futebolista
 
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