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Ivan Guimarães Junior é absolvido por "Guerra do Abacaxi"
Feminino
07.12.2017 - 01:45 - Amazonas

O árbitro Ivan da Silva Guimarães Junior foi absolvido pelo Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM) da acusação de permitir a presença do presidente do 3B no banco de reservas na primeira rodada do Campeonato Amazonense de futebol feminino, no episódio que ficou conhecido como "Guerra do Abacaxi".

Ivan chegou a ser condenado em primeira instância por, teoricamente, permitir a presença do presidente do 3B, Bosco Brasil Bindá, no banco de reservas, o que é vetado pelo Regulamento Geral de Competições tanto da FAF quanto da CBF. No final da partida, após o empate em 1 a 1, Bosco entrou em campo com um abacaxi e o destruiu em frente a área técnica do Iranduba, por conta de uma rixa pessoal com outro dirigente.

Justificativa do pleno

Na época do julgamento, em primeira instância, ele foi suspenso e recebeu multa em dinheiro, mas conseguiu um efeito suspensivo para continuar apitando e não ter de pagar a multa. Dessa vez, foi inocentado em última instância no TJD.

De acordo com o presidente do Tribunal, Edson Rosas, o pleno entendeu que não é do árbitro a responsabilidade de checar a função de cada membro do banco de reservas, e que Bosco chegou a ser punido no tribunal por colocar seu nome na ficha como auxiliar técnico.

- Isso caracteriza falsificação de documento e exime o árbitro de culpa. Neste sentido, não era do árbitro a responsabilidade verificar a função de cada membro do banco de reservas - disse.

Rosas explicou ainda que o caso até poderia ser levado para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, para ser julgado em última instância, mas como a denúncia veio da própria procuradoria do TJD, que em seguida retirou a acusação, a tendência é que o caso siga adiante.

Foto: Antônio Assis/FAF
Fonte: Globoesporte.com
 
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