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Novo técnico luta contra o tempo
29.12.2005 - 11:10 - Pará

O Paysandu apresentou, ontem de manhã, sua principal aposta para a temporada 2006: o técnico Carlos César. Aos 56 anos, e com muita experiência para trabalhar com atletas em formação, o ex-flamenguista encara, a partir de hoje, o desafio de montar, em pouquíssimo tempo, um time competitivo, mas que não extrapole a nova realidade financeira do clube, rebaixado à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro este ano.

"Tenho uma experiência muito grande, inclusive de seleção brasileira. Vários jogadores que estão brilhando hoje no futebol mundial, passaram pelas minhas mãos nas seleções de base, e também formei grandes jogadores dentro do Flamengo. Considero a minha experiência dentro do futebol como muito boa", disse o treinador, que teve em suas mãos, quando técnico das categorias de base da seleção brasileira, jogadores como Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Adriano, apenas para citar os mais famosos no futebol mundial atualmente.

Carlos César, que chegou à sede do clube debaixo de muita chuva, se surpreendeu com o clima na cidade. "Uma coisa estou vendo que acontece aqui, está chovendo desde cedo e parece que chove assim todo dia", brincou. O dia chuvoso foi só uma demonstração do que o treinador vai ter de encarar para ter um time em condições de estrear no Campeonato Paraense no próximo dia 11, diante do Vênus. Pela primeira vez ele admitiu que a falta de tempo pode ser um problema.

O novo técnico bicolor, que concedeu uma entrevista coletiva antes da primeira reunião com dirigentes para definição do elenco, disse querer trabalhar com, no mínimo, 25 jogadores profissionais e mais alguns atletas dos juniores em condições de compor o plantel. "Aceito qualquer jogador, desde que ele seja bom. Não interessa de onde ele vem, mas logicamente que para esse jogador ficar ele vai ter de me agradar", comentou, referindo-se às contratações que o clube deve fazer nos próximos dias.

Trechos de algumas declarações do novo comandante

TEMPO

"O tempo é praticamente nenhum. Você não ter uma equipe e ter de jogar no dia 11 (de janeiro), significa que só teremos uns 15 dias. Vamos precisar de um esforço muito grande por parte da direção, dos jogadores que já estão aqui, para fazermos o melhor possível até a estréia no campeonato."

ELENCO

"Prefiro qualidade que quantidade. Mas, logicamente, o número de jogadores vai depender das competições que o Paysandu vai disputar. No mínimo a gente vai precisar de uns 25 jogadores e, de repente, contar com outros jogadores das categorias de base que possam completar o elenco."

COBRANÇAS

"Sei como é o futebol. As cobranças são sempre muito grandes, principalmente num clube de massa, como é o Paysandu. Mas já tenho uma experiência muito grande, trabalhei quatro anos no Flamengo e acho que não existe pressão maior que a de lá."

APOIO

"É um pedido difícil de ser atendido, mas espero que a torcida compreenda que estou chegando agora e que as coisas não se resolvem de uma hora para outra. Nenhum treinador consegue fazer mágica, vou precisar de um tempo para formar uma equipe que atenda as necessidades do Paysandu."

Fonte: Diário do Pará
 


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