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Manutenção do estádio da Colina é suspensa e Holanda improvisa para poder jogar
Bastidores
07.08.2018 - 15:50 - Amazonas

Holanda e Atlético-AM duelariam pelas quartas de final do Campeonato Amazonense sub-19. As equipes cumpriram o regulamento e chegaram no palco da partida, o estádio Ismael Benigno, algumas horas antes de entrarem em campo. Mas perceberam um imbróglio: o gramado, acredite se quiser, simplesmente não estava demarcado.

O motivo é que a Greenleaf, empresa responsável pela manutenção dos gramados de estádios do Amazonas, incluindo a Arena da Amazônia, e também do Brasil, como o Mané Garricha, teria suspendido os serviços no Estado por falta de pagamento.

A denúncia partiu do coordenador de categorias de base da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Thiago Durante, que relata a surpresa ao encontrar o gramado sem marcação alguma horas antes da abertura do mata-mata.

Resultado: o jeito foi improvisar e utilizar os próprios dons artísticos, com ajuda da comissão do Holanda, para que as partidas tivessem as condições mínimas para acontecer.

- Chegamos e fomos surpreendidos com um gramado sem marcação. A administração do estádio nos passou que a empresa que presta serviço para a Secretaria de Esporte na manutenção dos gramados suspendeu as atividades por falta de pagamento. Parece que há 10 meses eles não recebem. É muito triste, porque tivemos que fazer as coisas de forma improvisada. Comprei tinta rolo e pedi auxílio da equipe para que a gente pudesse marcar o campo para que a partida não fosse cancelada e isso não atrasasse ainda mais o nosso cronograma de atividades - disse.

Durante é ex-coordenador de praças da Secretaria de Esporte, Juventude e Lazer (Sejel). Há pouco mais de um ano, o responsável pela manutenção dos gramados era ele mesmo. Atualmente na FAF, ele lamenta a situação e diz que espera que o episódio seja isolado.

- A gente espera que a Sejel resolva isso com a empresa, porque se há de fato um legado da Copa do Mundo em Manaus são esses estádios. Espero que isso se resolva logo e que a gente possa ter de novo um gramado de qualidade para os campeonatos oficiais do nosso futebol de base. Espero que não seja descaso. Espero que tenha sido algo que aconteceu de forma inesperada, uma falha de trabalho, e que não aconteça de novo, porque é lamentável e desde que os estádios foram entregues isso nunca tinha acontecido - completou.

O GloboEsporte.com entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Sejel, que até o fechamento desta reportagem, não se pronunciou sobre o assunto. A Greenleaf, por outro lado, preferiu não comentar nada a respeito do caso.

Foto: Rui Costa
Fonte: Globoesporte.com
 
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