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Próximo do Z4, Igor Cearense liga o alerta do Iranduba
Brasileirão
12.07.2019 - 20:13 - Amazonas

A última vez que o Igor Cearense havia falado com a imprensa foi no dia 15 de maio, véspera do empate sem gols contra o Foz Cataratas-PR, pela nona rodada do Brasileiro feminino.

O técnico do Iranduba adotou silêncio absoluto nos últimos dois meses, período que coincidiu com a paralisação do torneio à Copa do Mundo, até que resolveu sair da toca nesta sexta-feira, dia 12 de julho.

Apesar da sequência de três jogos sem vitórias, sendo duas derrotas e um empate, e de se aproximar cada vez mais da zona do rebaixamento, o comandante segue confiante numa reviravolta.

O discurso, porém, fica mais realista. Ele já reconhece que, mesmo na briga pela classificação, é preciso ligar o alerta para afastar qualquer risco de queda.

- O Iranduba está brigando pela classificação. Não existe a palavra rebaixamento aqui. Lógico que liga o alerta, existe o risco, mas falamos em classificação, já que estamos bem próximos. Temos que fazer o resultado o mais rápido possível. As rodadas estão passando, faltam poucos jogos, e temos que aproveitar os dois jogos em casa. Mesmo diante de adversários que estão no topo, mas temos que acreditar. Temos time e condições para isso - disse.

Igor também comentou sobre o desmanche do elenco, que perdeu seis jogadores titulares durante a paralisação. Ele lamentou a debandada, mas fez questão de enaltecer aquelas que ficaram.

- São atletas de alto nível, como todas que estão aqui. Temos um grupo muito qualificado, mas infelizmente os resultados não vêm da forma que você quer. Perdemos grandes atletas, que vinham fazendo uma grande competição. Mas agradeço quem vai continuar, quem vai batalhar, e vou torcer pela felicidade das que saíram. Temos que lamentar, pois são atletas importantes, mas temos que valorizar e muito quem ficou e que continua honrando a camisa do Iranduba - ilustrou.

De acordo com ele, as companheiras também sentiram o baque com as saídas. Por outro lado, Igor afirmou que a versatilidade do elenco vai ajudar a suprir essas ausências.

- Costumo ter uma leitura de jogo e usar atletas que jogam de duas a três posições. A gente criou isso com a própria Gisele, que era lateral, mas hoje joga tanto de meia quanto de atacante. Temos a Djeni, a Amanda e até Sinara. É um time de muita versatilidade.Isso facilitou nosso trabalho. Saíram algumas atletas, mas têm outras que fazem várias posições e facilita - ponderou.

- O grupo sente. Todo grupo que trabalhei costumo criar uma família em primeiro lugar. Eram atletas que já jogavam de dois a três anos juntos. Claro que sente. Mas quem saiu sentiu que era o momento certo. Recebeu propostas. O grupo já estava preparado para alguma perda futura, mas também ganhamos força. Atletas que não estavam jogando começaram a ganhar oportunidade. Chegou a hora de mostrar resultado - concluiu.

O Iranduba atualmente ocupa a 10ª colocação do Campeonato Brasileiro feminino, dois pontos atrás do oitavo, o São José-SP, mas apenas um acima do 13º, o Minas Icesp-DF, que é o primeiro dentro da zona da degola. A equipe volta a campo no domingo, contra o Audax-SP, em Manaus.

Foto: Emanuel Mendes Siqueira
Fonte: Globoesporte.com
 


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