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Árbitro amapaense Fabrisio Ferreira sonha em chegar à CBF
Bastidores
12.08.2019 - 19:15 - Amapá

Muitas crianças, adolescente e até adultos sonham em ser jogador profissional e participar de uma partida em estádios lotados. Já outros, estes mais raros, também querem pisar no gramado, mas não como um atleta correndo atrás da bola e sim com um apito na mão, como árbitro de futebol. Este é o caso do amapaense Fabrisio Ferreira, de 27 anos, que sonha em ser o primeiro deficiente físico no quadro da CBF.

Fabrísio nasceu com uma má formação congênita dos membros superiores, mas isso não o impediu de ir atrás dos seus sonhos. Árbitro há dois anos pela Federação Amapaense de Futebol (FAF), ele já atuou na categoria sub-20, no Estadual Feminino e no Não-Profissional de 2018 e no sábado (10), deu mais um passo na carreira, apitando a final do Campeonato Sub-15 entre São Paulo-AP e Ypiranga, essa foi a primeira decisão do árbitro.

- Minha primeira decisão foi do jeito que eu sonhei. Com a bandinha animando a arquibancada que tinha um bom público. Aquela atmosfera no vestiário e de subir o túnel com os jogadores é uma sensação incrível. O sonho de todo árbitro que está começando é apitar uma final e eu pude realizar este sonho com apenas dois anos de carreira - contou Fabrísio.

O amapaense conta que escolheu por acaso a carreira de árbitro. Com 1,60m de altura, o juiz tentou primeiro a carreira de jogador de futebol, depois focou nos estudos e em seguida voltou para os gramados, mas dessa vez com o apito na mão.

- Eu até tentei ser jogador, mas pelo meu tamanho e o Amapá não ter muito investimento no futebol, o meu pai disse para eu focar no estudo. Eu comecei o curso de educação física e fui para a arbitragem apenas atrás de conhecimento, mas fui gostando e resolvi apostar e acreditar nesse desafio que é ser juiz de futebol. Também contei com muito apoio da Marilene Matta [presidente da Comissão de Arbitragem da FAF] e do Lico Ribeiro, que também fez parte da arbitragem amapaense.

O preconceito por causa da deficiência física era um dos maiores medos de Fabrisio, mas ele conta que os jogadores o respeitam dentro de campo. Por falar nas quatro linhas, o árbitro também revelou que não faz a "linha dura" nos jogos e prefere primeiro advertir na conversa.

- Eu pensava que não teria respeito por causa da minha altura, falavam que era para eu apitar jogos de criação, mas eu consegui. Eu gosto muito de conversar, orientar e advertir verbalmente. Não dá para ser muito rígido porque o árbitro corre o risco de perder o controle do jogo.

O árbitro amapaense ainda tem mais dois sonhos para realizar na carreira. O primeiro é apitar um jogo do Amapazão, e o segundo é ser um juiz com deficiência física no quadro de arbitragem da CBF.

- Ainda falta eu participar de um jogo do Campeonato Amapaense para fechar todas as cinco importantes competições realizadas pela federação. Já sobre a CBF é um grande sonho meu e estou me preparando. No início do ano que vem tem teste físico e quero muito participar. Já pensou? Eu ser o primeiro deficiente físico na CBF. Ficarei muito orgulhoso - finalizou.

Foto: Rosivaldo Nascimento
Fonte: Globoesporte.com
 


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