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Ypiranga pode ser punido por cântico homofóbico da torcida
Final
31.08.2019 - 18:22 - Amapá

Um fato inédito aconteceu na final do Campeonato Amapaense, conquistada pelo Santos-AP em cima do Ypiranga. Aos 18 minutos, quanto a partida estava 1 a 0 para o Peixe, o árbitro André Luiz de Freitas Castro paralisou o jogo, foi até o técnico do negro-anil, Jason Rodrigues, e pediu para que a torcida não xingue e grite cânticos homofóbicos contra os adversários.

Após a conversa, o treinador virou-se para a arquibancada do Estádio Olímpico Zerão e pediu que a torcida parasse com a manifestação. No primeiro momento, os torcedores do negro-anil não entenderam a paralisação da partida, pois isso nunca havia acontecido no Amapá, mas depois pararam com os cânticos.

Após a Copa América, O Superior Tribunal de Justiça Desportiva recomendou que a comissão de arbitragem e delegados de todas as partidas realizadas a partir do dia 18 de agosto relatem na súmula os casos de homofobia e transfobia nos estádios.

Com base no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva que trata sobre descriminação, o STJD passará a punir com multa ou até perda de pontos clubes cujos torcedores cantarem gritos homofóbicos nos estádios. Ou seja, o Ypiranga pode levar multa.

Na sexta-feira (30), o Ypiranga se juntou aos 20 clubes da Série A do futebol brasileiro que se uniram em postagens nas redes sociais contra a homofobia. Com a mesma mensagem, todos publicaram às 18h no Twitter, com a hashtag #DigaNãoàHomofobia.

Veja o que diz o artigo 243-G

PENA: suspensão de cinco a dez partidas, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, e suspensão pelo prazo de cento e vinte a trezentos e sessenta dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código, além de multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais). (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

§ 1º Caso a infração prevista neste artigo seja praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de prática desportiva, esta também será punida com a perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e, na reincidência, com a perda do dobro do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente; caso não haja atribuição de pontos pelo regulamento da competição, a entidade de prática desportiva será excluída da competição, torneio ou equivalente. (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

§ 2º A pena de multa prevista neste artigo poderá ser aplicada à entidade de prática desportiva cuja torcida praticar os atos discriminatórios nele tipificados, e os torcedores identificados ficarão proibidos de ingressar na respectiva praça esportiva pelo prazo mínimo de setecentos e vinte dias. (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

§ 3º Quando a infração for considerada de extrema gravidade, o órgão judicante poderá aplicar as penas dos incisos V, VII e XI do art. 170. (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

Foto: John Pacheco/GE-AP
Fonte: Globoesporte.com
 


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