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Como os jogadores de futebol podem tirar lições valiosas do poker
Bastidores
10.12.2019 - 11:00 - Giro pelo Mundo



Modalidade praticada no mundo todo, o poker se tornou uma febre nos últimos 15 anos. A popularidade do jogo ultrapassa fronteiras e faz com que milhares de jogadores tentem a vida profissional nas cartas.

Com tamanha popularidade, só no Brasil temos aproximadamente 10 milhões de adeptos. Uma pequena parcela desse montante é composta por esportistas de outras modalidades, que encontram no poker uma possibilidade de diversão e desafio.

Um dos fatores que tornam o poker tão atrativo para diferentes tipos de esportistas é o fato de que essa modalidade é uma metáfora perfeita para outras profissões. Não é por acaso que os empresários amam esse esporte.

No futebol, a realidade não é diferente. De Ronaldo a Neymar, não faltam jogadores que são adeptos à prática do poker e qualquer futebolista pode tirar lições valiosas desse jogo.

Jogadores de futebol que são adeptos ao poker

Antes de começar a mencionar as lições valiosas do poker para o futebol, é preciso mencionar quais são os boleiros que adoram praticar a modalidade.

Além de ser uma diversão, vários jogadores de futebol sabem como jogar poker em alto nível. Um exemplo de sucesso é o atacante Neymar, que já ficou entre os 10 primeiros colocados de uma etapa do campeonato brasileiro de poker.

Mais um exemplo de boleiro que brilha nas mesas de poker é o meio-campista Moisés. Ex-Palmeiras e agora atuando na China, o jogador é um fã vívido da modalidade e já chegou a ser vice-campeão de uma etapa do Campeonato Paulista de Poker.

O gosto de Moisés e Neymar pelo poker é tão grande que os dois já realizaram jogos caseiros que contaram com a presença de outros boleiros — como é o caso de Lucas Lima, por exemplo.

A lista de outros jogadores de futebol que jogam poker é bem grande. Além de Neymar, Ronaldo, Moisés e Lucas Lima, vale a pena citar o fenômeno Cristiano Ronaldo, Gerard Piqué e Thomas Gravesen como os principais destaques.



Valorizar a importância de analisar o oponente

Uma vez Ronaldo deu uma entrevista mencionando que todo jogar de futebol deveria jogar poker para melhorar a sua percepção dentro dos gramados e um dos motivos que o ex-camisa 9 da Seleção Brasileira citou foi justamente a necessidade dos competidores de poker de analisar o oponente.

Quem joga poker de maneira casual ou profissional sabe que é essencial saber os pontos fracos, fortes e tendências de cada um dos jogadores que estão sentados na mesa. Dessa maneira, o competidor tem a possibilidade de explorar as fraquezas dos adversários para se sobressair.

Como no futebol é fundamental conhecer as tendências dos adversários, praticar poker faz com que esse senso de estudo do oponente seja aprimorado e muito valorizado.

Não agir com os nervos à flor da pele

Talvez essa é a principal lição que o jogo de poker pode proporcionar aos boleiros. Nas cartas, o jogador precisa ter disciplina e autocontrole durante todos os momentos e isso significa ter que esconder os sentimentos de angústia e raiva em certas situações.

O autocontrole no poker é algo fundamental no sucesso de qualquer competidor. André Akkari, brasileiro que já foi campeão mundial da modalidade, geralmente faz hipnose antes de jogar longos torneios para se sentir mais concentrado, focado e tranquilo. Fedor Holz, que é tido como uma lenda do jogo, desenvolveu um aplicativo sobre controle da mente.

Esses dois exemplos citados acima são apenas alguns dos vários que mostram como no poker a necessidade de controlar os sentimentos é vital no caminho para o sucesso. Não é por acaso que a expressão “poker face” é designada para a pessoa que não expressa sentimentos no rosto.

Felipe Mojave, um dos melhores jogadores brasileiros de poker, diz que o poker é como uma terapia e que profissionais de vários outros ramos praticam a modalidade em busca de autocontrole.

O jogador de futebol que pratica o poker aprende a se controlar melhor — principalmente em situações adversas. Isso pode ser fundamental em momentos complicados dentro dos gramados.

O esporte é um jogo de probabilidades e o poker ensino isso muito bem

Uma das primeiras lições que o novato aprende no poker é o fato de que esse esporte se trata de probabilidades. Para vencer, é preciso analisar todo cenário e tomar a decisão através dos cálculos e números.

Ao encarar o poker como probabilidade, se o jogador tomar a decisão certa o resultado será consistente e lucrativo a longo prazo. Isso faz com que cada vez mais o jogo seja estudado de forma analítica e através dos números.

No futebol, tomar decisões por meio de probabilidades é também fundamental. É claro que nas mesas das cartas o jogador tem muito mais tempo para pensar e decidir, no entanto, nos gramados há certas situações em que o boleiro pode se espelhar nos números para agir.

Na Copa do Mundo de 2006, por exemplo, o goleiro da Alemanha Jens Lehmann utilizou uma “cola” com as tendências de cada um dos jogadores da seleção argentina na hora dos pênaltis.



Com a tendência dos jogadores da Argentina em mãos, Lehmann foi capaz de ter uma vantagem estatística em relação aos adversários e isso fez a diferença nas quartas-de-finais do torneio mais importante do mundo. Na decisão por pênaltis, o lendário goleiro do Arsenal pegou os chutes de Roberto Ayala e Esteban Cambiasso para fazer história.

Exemplos como o de Lehmann na Copa do Mundo de 2006 exaltam a importância de ter o domínio estatístico em certas situações do jogo de futebol — principalmente na hora das bolas paradas.

Fonte: Divulgação
 


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