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Som dá versão sobre saída do Humaitá e revela bastidores
Acreano-2020
26.03.2020 - 10:46 - Acre

O técnico Edson Maria, o Som, deixou o comando do Humaitá após a eliminação para o Atlético-AC por 2 a 0, nas semifinais do primeiro turno do Campeonato Acreano. O treinador comandou o Tourão de Porto Acre em quatro partidas e obteve 50% de aproveitamento nesta temporada. Foram duas vitórias e duas derrotas.

Em entrevista ao GloboEsporte.com nesta quarta-feira (25), Som comentou sobre a saída precoce do Humaitá, clube com quem tinha um ‘acordo verbal’ por cinco temporadas. A saída do técnico envolveu conversa direta com o presidente José Lima, o Zezinho, mas também alguns desentendimentos, que acabaram 'chateando' o treinador.

De acordo com ele, um acordo havia sido firmado no final de 2019 com o presidente. Ao lado do auxiliar Carlos Thomaz, o técnico fez uma proposta de comandar o futebol do Tourão de Porto Acre pelos próximos os anos. A intenção era profissionalizar ainda mais o Humaitá e elevar o nível do time em campo, mesmo com as dificuldades enfrentadas no futebol acreano.

– No final do ano passado, nós procuramos o Zezinho e o Luan (Luz, vice-presidente). Nós fizemos uma proposta para administrar o futebol do Humaitá. A proposta era que a gente permanecesse, pelo menos, cinco anos. Explicamos toda a situação que vive o futebol, financeira, estrutural, as dificuldades que o Humaitá teria, mas que nós procuraríamos trabalhar na contramão do que vem sendo trabalhado no futebol profissional do Acre. Procuraríamos chegar o mais próximo possível do que é profissional. A gente sabe que nosso estado é carente de tudo, então queríamos fazer um clube, um futebol mais próximo possível. Nós fizemos essa proposta e eles aceitaram – relembra.

No entanto, segundo o treinador, apesar de acatarem, após a eliminação da semifinal do primeiro turno, presidente e vice-presidente passaram a contestar o trabalho da comissão técnica.

Um dos motivos que o presidente Zezinho alegou para a saída do técnico e do auxiliar foi a questão financeira. Um empresário de São Paulo iria passar a bancar as despesas do clube, o que seria positivo para a gestão do dirigente. Mas, de acordo com o técnico, eram os patrocinadores que o auxiliar Carlos Thomaz conseguiu que bancaram grande parte dos gastos do Tourão de Porto Acre no estadual.

- Na primeira dificuldade que a gente enfrentou, eles vieram com a conversa de desfazer isso porque o empresário ia bancar todas as despesas. Levando em consideração que a maioria das despesas quem bancou foi o Thomaz com uns patrocinadores que ele acho, o Zezinho e o Luan investiram muito pouco para que o clube pudesse entrar em campo - afirma.

Segundo Edson Maria, outra 'conversa' que passou a ter conhecimento foi que sua saída do clube não foi motivada por questões financeiras, mas sim pelo fato de não ter atacado alguns pedidos feito pelo presidente em relação a escalação do time nos jogos. Aliás, fato não agradou o treinador.

- Outra conversa que apareceu foi que não seria por questões financeiras e sim porque eu não colocava o time que eles achavam que eram certo. Eles trouxeram alguns jogadores de fora e eu não dei oportunidade a esses jogadores. O time entrou em campo, principalmente na semifinal, e a critica que eles fizeram foi que eu demorei a mexer na equipe, só fui mexer lá pelos 30 minutos do segundo tempo. Isso me deixou um pouco chateado porque foram duas conversas. Uma que eles falaram comigo e outra que foi de uma ligação do Thomaz para o próprio Zezinho - destaca.

Sem clube, o treinador seguirá trabalhando com as categorias de base de uma escolinha na capital acreana. No entanto, sua intenção não é deixar o futebol e vai aguardar propostas para retornar ao comando uma equipe profissional.

Foto: Duaine Rodrigues
Fonte: Globoesporte.com
 


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