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Jogador do TEC encara trabalho na roça: “Parado não dá”
Estadual
29.07.2020 - 16:24 - Tocantins

Marks Henrique encara um percurso de 40 km (ida e volta) de motocicleta, de segunda a sábado, para chegar ao trabalho em uma propriedade rural. O lateral-direito, do Tocantinópolis, não teve outra saída com a suspensão do futebol. Alguns atletas, no estado, já tinham outras atribuições antes mesmo da pandemia, como é caso do zagueiro Geovane, que é agente de saúde.

Marquinhos, como é conhecido na região, ganhava em média um salário mínimo no time, e o último pagamento foi feito em junho – com recursos que o clube recebeu da CBF. Ainda em junho, o atleta iniciou na atividade rural para conseguir sustentar a família. De acordo com o jogador, ele deve retornar ao Tocantinópolis, na fase preliminar da Série D.

-Estou trabalhando na roça, na foice e enxada. Eu cheguei sábado e essa semana vou voltar lá de novo, porque parado não dá, também não estou recebendo mais nada [do Tocantinópolis]. Procurei um colega meu, falei que estava precisando trabalhar, o maior desafio foi ter que trabalhar de ajudante para manter minha família.

- A questão financeira está complicada, tenho esposa e filhos. É uma fazenda bem próxima aqui da cidade. É pesado, faço de um tudo. Estou na construção agora no momento, faço a limpeza de toda área da fazenda – explica o jogador, de 32 anos, que trabalha oito horas diária.

Antes da parada do futebol, Marks atuava apenas no time, e no tempo vago curtia a família e descansava. Ele iniciou no futebol no Arsenal-TO, e depois passou atuar no Tocantinópolis.

O Tocantinense está suspenso desde 18 de março, sem previsão de retorno. Porém, a Série D está prevista para setembro, o TEC joga a fase preliminar contra o Brasiliense. O atleta deve retornar o clube para disputar a competição nacional.

Foto: Arquivo Pessoal/Marks Henrique
Fonte: Globoesporte.com
 


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