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Remo será julgado na quarta-feira por cânticos homofóbicos na Série B
Bastidores
24.01.2022 - 18:37 - Pará

O Clube do Remo será julgado nesta quarta-feira, 26, às 10h, pela Terceira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol. O clube foi denunciado por cantos homofóbicos da torcida na partida do dia 15 de novembro de 2021, com o Goiás, pela Série B.

No dia 16 de novembro de 2021, o Goiás ingressou com uma notícia de infração dando conhecimento à Procuradoria de Justiça Desportiva sobre cantos preconceituosos de torcedores do Remo direcionados ao atacante Nicolas, do Esmeraldino. Os fatos não foram narrados na súmula.

“Ocorre que, conforme prova de vídeo anexa, durante a partida e ao seu final, os torcedores do Clube do Remo direcionaram palavras homofóbicas ao atleta Nicolas Johann, do Goiás, sendo possível ouvir diversos gritos ‘veado, veado…’ e ‘Nicole, Nicole..’ Cabe esclarecer que, os gritos de ‘Nicole’ são uma clara referência ao gênero feminino de Nicolas, nome do atleta ofendido. Ressalta-se que, certamente a hostilidade direcionada ao atleta é em decorrência da boa passagem que ele teve pelo Paysandu, que possui grande rivalidade com o Clube do Remo. De todo modo, independentemente da rivalidade existente, nada justifica a atitude dos torcedores”, traz a notícia de infração, junto com provas em vídeo.

A Procuradoria constatou que houve canto homofóbico e reprovável por parte de torcedores do Remo e enquadrou o clube no artigo 243-G, §s 1º, 2º e 3º do CBJD, “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

“É possível constatar que forma cristalina os cânticos homofóbicos e reprováveis por parte da torcedores do Remo, estando devidamente configurada na presente hipótese a infração de que trata o artigo 243-G do CBJD. É preciso dizer que as expressões ditas por considerável número de torcedores na partida em questão possuem nítida discriminação de gênero, conduta essa que não tem mais espaço no cenário desportivo brasileiro”, disse o procurador João Marcos Guimarães Siqueira.

Foto: Fernando Torres
Fonte: Roma News
 


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